sábado, 9 de outubro de 2010

- Da estrada.

Andando, andando...andando.
Estrada de pedras em preto e branco, rodeado por uma luz  escura que fazem pessoas se perderem, alguns apenas param para observar e esse momento é o suficiente para ficarem aprisionadas.

Observam sem fim as cores frias, observam as cores tão apagadas, tão doloridas, tão sofridas.

Perdidos imersos em uma só visão, não conseguem olhar para frente, para os lados, para cima, só conseguem observam o triste chão, nessa estrada quase sem fim.

O branco e preto unidos, viram um cinza perdido e mesmo assim o olhar não se separa do chão, e a visão fica vidrada nessa escuridão do caminho, que fazem pessoas cada dia mais, absorver ignorância, usar da solidão, abusar dá tolerância e morrer na escuridão.

Nos passos certos de um lugar errado, dizendo historias que não condizem com a boa realidade.

Palavras escuras voam no céu turbulento e o rosto de algumas pessoas morrem em lágrimas e se acabam em lamurias, e o corpo não existe agora, é apenas uma ilusão barata de uma estrada mágica de um mágico decadente que não morreu, que usa seus truques para iludir você, e eu.

No dia em que andas a aparência unicamente, e só importa para aqueles que nunca amam e a superioridade existe em uma sonho maluco que muitos alimentam, ostentando uma falsa moral que não conseguem convencer ninguém, não convencem a si mesmo e muito menos convencem o mundo, o mundo escuro de uma estrada, a estrada suja que andas.

Estrelas caem em um sol de manhã tenhas certeza que todos se levantam as seis, e dormem as três, alguns levam uma canção em seu coração, buscando bons sonhos, outros são desleais, preferem o silencio bandido ao dom de um bom violão em um corpo que dorme, que dorme buscando sair da escuridão.

Árvores sussurram palavras ao vento que correm por fora da estrada dessa estrada tão louca que não tem fim, as árvores tentam aguentar a este tempo triste tempestades, tempestades de homens, a tempestade de destruição que não tem fim que vem da mente que pensa, que pensa no que? Pensa? Será que pensa?...Se pensam não sei no que, espero que um dia parem de trilhar por um lugar que o fim é apenas a destruição, espero que saiam da escuridão, sem me levar, sem levar o mundo que vivo, porque ele tem cores, tem cores que não sei contar.

Ariane Castro

3 comentários:

so sad disse...

uma visão sombria ou uma visão real?
beijo!

Patrícia Vicensotti disse...

Também gostei muito do seu,Ariane...

Mil beijos!

Camila Fraga disse...

obrigada pelocomentário em meu blog! fico feliz que tenha gostado.

ainda hoje leio o teu pra dar minha opinião!
beijos