quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Aquele dia...

Poderia até tentar descrever em dois mil palavras, essa cena que ficou na mente, marcada contra o tempo,e o frio tocando a pele de forma indolente, o vento em nos cabelos,o veneno nos lábios, não na casa dele, não na casa deles, não, não tocava a música que juntos um dia eles ouviram, na verdade nada eram deles, apenas tinha um "dele" e um "dela", era tudo "eu" e "ele" .

Perdidos em um momento oportuno onde as palavras pareceram desnecessárias, na verdade as palavras faltaram assim como muita outras coisas, assim como o medo do veneno dele, que poderia entrar na corrente sanguínea tão forte como nas outras vezes, fez que o corpo paralisasse e se perdesse aos poucos e a identidade dela ficou apagada era uma aluna do amor, ou seja em uma pessoa sem luz no amor.

E as palavras, nem duas mil anos bastariam para poder descrever o momento, nem três mil palavras poderiam descrever a beleza dele de certo, tão belo, e já ultrapassando a perfeição, tirando o ar por inteiro, parando o corrompido coração, não era de doçuras abertas, era apenas de sorriso fácil, beijo roubado, mundo fechado, corpo escondido, porém os olhos nele ficaram presos como se eles fossem feitos apenas para observar-lo, e ela se pudesse e bastasse olharia para ele até ficar cega, ficaria ali, até que a vida acabasse, ficaria para sempre se fosse imortal, ficaria com tudo, com ele, com os beijos, com o passado e com o presente, com os dias e as noites, com os feriados e dias comuns, ficaria com a roupa, com a cama, com o gosto, com o cheiro, ficaria com apenas com ele, adoraria o mundo, amaria Deus, ele e amigos, mesmo sabendo que no fim acordaria e perceberia que amar, e ser amado é uma tarefa difícil, e que até quando se encontra a sua metade que te completa, ela pode ainda não estar pronta, você pode não estar pronto, o mundo pode não estar pronto, mesmo assim a garota luta, com seu corpo tentando arrancar esse amor banal para encarar as coisas reias, pois amar alguém que não ama ninguém é como amar para o resto da vida alguém,
um ninguém
.

Ariane Castro

( Escrevi no trabalho, e não deu para aguentar por muito tempo )

3 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Platônicos amores sempre se tornam mais marcantes que reais paixões.

BeijooO*

Fabíola Beltrão disse...

ai, ai ai quem nunca passou por isso, hein?


beijos, querida

* Anjo Desatinado * disse...

As paixões sempre são arrebatadoras e deixam marcas fortes e, por muitas vezes, perenes. Tão perenes que duram meses, anos, décadas, uma vida inteira.

Simplesmente sinestésico...