
"Parecia amor no meio da dor, que se alimentava de confusão
Eu corri e te dei uma flor, e depois fui embora
Ainda espero que cultive as rosas"
O tempo era o meu inimigo e eu sabia, e foi quando assoprei as velas de um caminho claro, ficando assim no meio do escuro, esperando que algo acendesse, só que nada aconteceu, o ar ria de forma irônica, e eu tinha certeza que ele ria da minha solidão.
Adormeci encostada na parede, sentindo o frio que tudo me causava, e a dor dentro de um peito tão maltratado, aumentava de forma que só sangrava e o buraco ficava tão fundo, que ele jamais poderá ser fechado.
Queria abrir as janelas e sair pela porta, e procurar as estrelas que o céu exibia, só que mesmo assim tenho certeza que eu não sorriria.
Me cobri com as mãos, tentando acalmar o frio, e chorei de forma forte, querendo não desejar sua mão sobre os meus cabelos, e depois eu não quis o desejo de querer, e nada poderia me trazer você.
Os olhos fechados era para que eu me protegesse, da visão do nada, que tanto me torturava.
Fiquei ali no escuro cultivando meus medos, cultivando os dedos de uma mão vazia.
( Ariane Castro )